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BIBLIOTECA DE JUÍNA VAI HOMENAGEAR POETA MANOEL DE BARROS NO ANIVERSÁRIO DA CIDADE

Sexta-feira, 12/04/2019 14:00
DEPARTAMENTO DE CULTURA

Já imaginou uma biblioteca repleta de pássaros e lírios?

A Biblioteca Municipal de Juína, Profa. Maria Santana escolheu o poeta cuiabano Manoel de Barros, autor do poema “Gratuidade das Aves e dos Lírios” como tema principal de suas atividades durante a festividade dos 37 anos de emancipação politico-administrativo do município de Juína que neste ano tem como tema “Cidade Multicultural: Um lugar onde o Brasil inteiro se encontra e as culturas se entrelaçam”.

 

Para isso, a equipe da Cultura está realizando uma série de oficinas artesanais com escolas e comunidade para produzir pássaros e flores que irão decorar o espaço da Biblioteca no evento, que neste ano será mais amplo para atender também a arena “Cidade Educadora”.

Quem é Manoel de Barros:

O escritor mais famoso de Itabira, a 100 quilômetros de Belo Horizonte, Carlos Drummond de Andrade, disse certa vez que não era o maior poeta brasileiro vivo. Havia Manoel Wenceslau Leite de Barros. Ou melhor, Manoel de Barros, autor de linhas e rimas cheias de profundidade sobre simplicidades do dia a dia, as sutilezas das coisas "desimportantes". Do "apogeu do chão e do pequeno". 

Barros nasceu em Cuiabá, no dia 19 de dezembro de 1916. Quando criança, ele passou boa parte de seus dias no internato. Ao terminar a escola, foi para o Rio de Janeiro onde se formou em Direito. Depois do casamento com Stella voltou para o Pantanal e assumiu uma fazenda de gado recebida como herança. Lá, viveu até o fim da vida, em novembro de 2014.

Cronologicamente, o poeta pertence à terceira geração modernista, de 1945, assim como João Cabral de Melo Neto (1920-1999) e João Guimarães Rosa (1908-1967). Os autores dessa fase ficaram conhecidos pelo apuro com as letras e menor apego a padrões estéticos. Isso não significa que seja simples classificar a poesia de Barros em modernista, de vanguarda ou pós-moderna. "Buscar uma classificação talvez seja uma forma inadequada de abordar uma poesia que questiona os padrões de uma sociedade obcecada com informação, classificação e eficiência", comenta Rodrigo Franklin de Sousa, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e doutor em Letras pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra. 

O poeta foi agraciado com o “Prêmio Orlando Dantas” em 1960, conferido pela Academia Brasileira de Letras ao livro “Compêndio para uso dos pássaros”. Em 1969 recebeu o Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal pela obra “Gramática expositiva do chão” e, em 1997, o "Livro sobre nada” recebeu o Prêmio Nestlé, de âmbito nacional. Em 1998, recebeu o Prêmio Cecília Meireles (literatura/poesia), concedido pelo Ministério da Cultura.