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Profissionais de saúde recebem capacitação para identificação de casos de Tuberculose

Segunda-feira, 27/11/2017 14:44
Rosi Zimpel

A Secretaria de Saúde de Juína promoveu uma capacitação para os profissionais que atuam no município e região sobre a Tuberculose, doença  infecto-contagiosa causada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões, mas também pode ocorrer em outros órgãos do corpo, como ossos e rins.

 

Enquanto no Brasil a taxa de incidência é de 32,2 para cada 100.000 habitantes, em Mato Grosso é de 33,9 para cada 100.000 habitantes. Mato Grosso nunca atingiu as metas pactuadas que são, 85% de cura e 5% de abandono. Dados da Secretaria Estadual de Saúde apontam que Mato Grosso ocupa o 7º lugar em casos novos no país somente  em 2016, foram 1.196 diagnósticos de Tuberculose no estado, já Juína ocupa o 11º lugar no ranking com numero de 20 casos da doença detectados por ano.

 

A capacitação aconteceu no auditório do CREAS e teve a participação dos profissionais de saúde, coordenadores e médicos que debateram sobre essa doença que  tem um alto índice em Juína. De acordo com o Coordenador do Programa de Tuberculose Antônio Damião,  esse treinamento é de extrema importância pois alertará os profissionais que atuam nessa área a identificar melhor os sintomas dessa doença e assim poder trata - lá com mais rapidez e eficácia.

 

Os sintomas mais frequentemente  de Tuberculose são: tosse seca contínua no início, depois com presença de secreção por mais de quatro semanas, transformando-se, na maioria das vezes, em uma tosse com pus ou sangue, cansaço excessivo, febre baixa geralmente à tarde, sudorese noturna, falta de apetite, palidez, emagrecimento acentuado, rouquidão e fraqueza.

 

A transmissão da tuberculose é direta, de pessoa a pessoa, portanto, a aglomeração de pessoas é o principal fator de transmissão. A pessoa com tuberculose expele, ao falar, espirrar ou tossir, pequenas gotas de saliva que contêm o agente infeccioso e podem ser aspiradas por outro indivíduo contaminando-o. Má alimentação,  falta de higiene, tabagismo, alcoolismo ou qualquer outro fator que gere baixa resistência orgânica, também favorece o estabelecimento da tuberculose.

A secretária de Saúde Leda Vilaça participou do treinamento e também enfatizou a importância do tratamento assim que a doença foi detectada para cura mais rápida do paciente, bem como a diminuição do risco de transmissão da mesma.  Leda lembrou ainda que o tratamento da Tuberculose é oferecido de forma gratuita pelo SUS e dura em média 6 meses, sendo o paciente acompanhado por um profissional de saúde.

 

O principal objetivo do treinamento é qualificar os profissionais de saúde para que os mesmos possam, identificar outros possíveis casos da doença no circulo de convivência do paciente detectado com a doença.